sexta-feira, 26 de maio de 2017

Londrina - Paraná: Auditor fiscal detona Operação Publicano


A operação comandando pelo Gaeco


O auditor fiscal Orlando Aranda, réu na Operação Publicano, coloca uma pá de cal na operação comandando pelo Gaeco ao colocar sob forte suspeição a isenção de promotores do Ministério Público de Londrina. Em vídeo publicado por veículos nas redes sociais, Aranda depõe ao juiz Juliano Nanuncio e diz que uma empresa com capital de R$ 10 mil, de propriedade do promotor Renato de Lima Castro, é sócia de uma outra empresa cujo patrimônio é superior a R$ 1 milhão. Aranda foi mais longe ainda: sustenta que o contador da empresa, Paulo Caetano, é citado pelo ex-auditor fiscal Luiz Antonio de Souza, principal delator da Lava Jato. Em tempo: a delação de Luiz Antonio de Souza já havia sido anulada pela Justiça e, posteriormente, foi refeita pelo Ministério Público, resguardando os direitos ‘conquistados’ pelo ex-auditor e suspensa na Justiça na anulação da primeira delação. A justiça homologou essa delação em março deste ano e Luiz Antonio de Souza teve sua prisão preventiva suspensa e está usando tornozeleira eletrônica. Ainda no vídeo, quando Aranda revela as ligações escusas entre o contador e promotor do Gaeco, ele foi interpelado pela promotora Leila Schimit e pelo Jorge Fernando Barreto. “Esta situação está sob sigilo fiscal”, cobra a promotora. “São documentos públicos”, devolve Aranda. “Onde o senhor obteve isso?”, perguntou o promotor Fernando Barreto. “No site da Receita Estadual”, diz Aranda. “Então, está bom”, resigna-se o promotor. Delator volta atrás – O vídeo que circula nas reúne também dois depoimentos de Souza ao Ministério Público em 2015, onde ele fala sobre pessoas que participam dos esquemas de corrupção na Receita Estadual e cita o contador Paulo Caetano. “Fiz dois esquemas com ele”. Segundo o vídeo, no dia seguinte, Souza não confirma mais a participação do contador. “Por que ele (contador) não aparece em lugar nenhum? Descobri que ele é o contador da empresa JVL Administradora de Imóveis (cujo proprietário é promotor Renato Lima Castro)”. Na Folha de Londrina desta sexta-feira, 12, o advogado de Aranda, Walter Bittar, confirmou as declarações do cliente. “Em um dia o delator disse que esse contador estaria envolvido nos fatos, e no outro, perguntado pelos promotores, ele gagueja, nega os fatos, e essa pessoa não é incluída dentro da Publicano, fazendo com que uma das afirmações do delator se confirme, dada aqui em audiência”, disse Bittar, lembrando do interrogatório de Souza, no mês de março, quando alegou que alguns de seus depoimentos não constavam da ação penal. Bittar afirmou que teve acesso aos documentos sobre as empresas citadas no interrogatório por meio de Aranda. Procurado pela Folha de Londrina, Castro preferiu não conceder entrevista. Nota assinada por ele e pelos promotores Jorge Fernando Barreto e Leila Schimit, afirma que o vídeo foi compartilhado “com o nítido propósito de tentar desqualificar o trabalho do Ministério Público e anular a Operação Publicano”.


Fonte: Fábio Campana Política, cultura e o poder por trás dos panos.

Crise política: Planalto rebate Janot e diz que 'não houve confissão nenhuma'

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

O Palácio do Planalto rebateu na noites desta sexta-feira, 26, as afirmações do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, de que o presidente Michel Temer teria feito uma "confissão espontânea" durante os pronunciamentos públicos realizados, após o escândalo das gravações com Joesley Batista vir à tona, ao admitir o encontro, à noite, com o executivo no Palácio do Jaburu. "Não houve confissão alguma. O presidente apenas confirmou um fato que ocorreu, no qual não houve qualquer ilicitude ou ilegalidade. Não há o que esconder", afirmou a Secretaria de Comunicação da Presidência, após ser questionada pela reportagem. Segundo Janot, que pediu autorização ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tomar o quanto antes o depoimento de Temer, do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) no curso inquérito aberto contra os três a partir da delação da JBS, "em que pese Michel Temer alegar ilicitude da gravação e questionar a integridade técnica desta, cumpre ressaltar que, em pronunciamentos recentes, o presidente da República não negou o encontro nem diálogo noturno e secreto com o colaborador Joesley Batista, tampouco nega que o colaborador tenha lhe confessado fatos criminosos graves, o que demandaria, no mínimo, comunicação de tais crimes as autoridades competentes", afirmou. Janot interpretou que, nos pronunciamentos de Temer, houve "confissão no sentido de que os interlocutores dialogaram sobre possível corrupção de agentes públicos". por Carla Araújo e Tânia Monteiro | Estadão Conteúdo


Um presidente zumbi

  

PF encontra em apartamento de Aécio Neves comprovantes identificados como ‘cx 2’



A Polícia Federal apreendeu no apartamento de Aécio Neves, na Avenida Vieira Souto, no Rio, “diversos documentos acondicionados em saco plástico transparente, dentre eles um papel azul com senhas, diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição 'cx 2'".
Também foi apreendido um aparelho bloqueador de sinal telefônico, um celular e um pen drive.
As informações estão em relatório enviado ao STF.


Procurador ironiza absolvição de Cláudia Cunha e fala em 'coração generoso' de Moro


O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, ironizou a absolvição da jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e atribuiu o desfecho ao “coração generoso” do juiz Sérgio Moro, que emitiu a decisão. “Nós sabemos que parte desses valores [propina recebida por Cunha] foi utilizado por Cláudia para comprar bens de alto valor”, disse, segundo informações do site Paraná Portal, para completar: “Acredito que isso [a absolvição] decorre muito mais do coração generoso de Moro, que a absolveu por ser esposa de um criminoso, ligado a corrupção”, declarou, em entrevista coletiva. Cláudia Cunha foi absolvida dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por falta de provas suficientes do dolo [intenção]. O procurador defendeu que a esposa do peemedebista fosse condenada. “É ausente qualquer justificativa de ganhos desses valores do marido, que nada mais era do que deputado federal, com ganhos limitados. Ela tinha indicativos e conhecimentos culturais para saber que os valores eram frutos de dinheiro ilícito”, apontou. “O gastá-lo ela cometeu o crime de lavagem. O ato dela não é justificável, é criminoso”.

Rocha Loures, o homem da mala apavora Temer



Advogados de Rocha Loures acertaram ontem encontro na PGR para negociar um possível acordo de delação do deputado afastado e ex-assessor especial de Michel Temer.
A informação é do Valor.

Gilmar Mendes ataca Janot e pede ao STF que arquive pedido de impedimento

Foto: Divulgação / STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu à Corte o arquivamento da ação em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou que ele seja declarado impedido de atuar no caso do empresário Eike Batista. Mendes respondeu a ofício enviado pela presidente do Supremo, Cármen Lúcia, que deu ao ministro a oportunidade de se manifestar sobre a ação. O procurador-geral argumentou que o magistrado não poderia ter atuado na análise do habeas corpus apresentado pela defesa de Eike, porque a mulher do ministro , Guiomar Mendes, trabalha no escritório de advocacia Sérgio Berumdes, que advoga para o empresário. No documento, o ministro atacou Janot ao dizer que a decisão dele foi um “ataque pessoal”, e a peça é “inconsistente”. "O arguente, ocupante eventual da Procuradoria-Geral da República, também teve a imagem afetada em razão das aleivosias inconsistentes que formulou. [...] O voluntarismo e a ousadia, estimulados por qualquer tipo de embriaguez, cegueira ou puro despreparo, não devem ser a força motriz de atos processuais. O instituto da arguição de impedimento foi usado como um ataque pessoal ao magistrado e, pior, à sua família. A ação do Dr. Janot é um tiro que sai pela culatra. Animado em atacar, não olhou para a própria retaguarda. As verdadeiras vítimas de sua imprudência foram as altas instituições do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República", complementou.

A máquina do tempo de Lula e Temer

“Oh, meu Deus! Os procuradores me encontraram. Não sei como, mas me encontraram. Fuja, Lula!”

As mentiras de Lula e Temer


Michel Temer afirmou que o motivo para ter recebido o empresário Joesley Batista, da JBS, no Palácio do Jaburu no dia 7 de março foi a Operação Carne Fraca.
Detalhe: a Operação Carne Fraca só foi deflagrada dez dias depois, em 17 de março.
Lula afirmou em interrogatório ao juiz Sérgio Moro que pediu encontro com Renato Duque no hangar do Aeroporto de Congonhas, ocorrido em 2 de junho de 2014, após “matéria nos jornais” sobre conta do ex-diretor de Serviços da Petrobras no exterior.
Detalhe: a primeira notícia que explicitava a relação de Duque com empresas suspeitas de pagamento de propina na Petrobras surgiu 27 dias depois, em 29 de junho de 2014.
Temer “errou” por dez dias. Lula, por 27.
Na mentira, Lula é imbatível.
Ou terá enchido o tanque da máquina do tempo no instituto ‘Posto Ipiranga’?



"Todos os golpes contra a Lava Jato"

 

BNDES: A irritação de Maria Silvia



O Antagonista soube que os superintendentes do BNDES se reuniram com os funcionários das suas áreas na segunda-feira (22),para passar informes da administração do banco.
Alguns relataram que Maria Silvia havia ficado irritada com o áudio da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer.
Isto porque o trecho em que Joesley afirma que "o BNDES tá bem travado" teria dado margem a uma dupla interpretação: ou que ela estava travando as liberações para a JBS, ou que ela estava travando o banco como um todo.
"Hoje, Maria Silva tá falando com quem? Tá problemático", reclama Joesley.
Temer então responde que servidores do BNDES estão com bens indisponíveis e que o banco tem uma verba de R$ 150 bilhões parada. Não foi uma resposta que pudesse amenizar a irritação da então presidente do banco.
Em seus pronunciamentos sobre a gravação, como noticiou O Antagonista, Temer se ancorou na equipe econômica, citando a moralização feita no BNDES por Maria Silvia.
Os relatos no banco são de que ela, além de não gostar das falas do presidente, gostou muito menos da perspectiva de eventualmente ter de responder à "CPI do Joesley". (O Antagonista)

Apesar do resgate, menina mordida por leão-marinho está infectada por bactéria mortal

Foto: Reprodução / Band

Uma menina foi atacada por um leão-marinho e acabou infectada por uma bactéria mortal, mais conhecida como "dedo de foca". O acidente aconteceu na última semana quando a garota foi mordida e arrastada pela água, no cais de Richmond, cidade do Canadá. No vídeo que registrou o momento, é possível vê-la ser resgatada por um homem que estava no local. Mas o resgate não evitou a contaminação, que só foi notada posteriormente. Segundo informações da Band, ela está internada e tem recebido o tratamento específico para combater a doença. Como explicado pelo pai da menina à TV NBC, o dedo de foca é causado pela presença de mycoplasma, um tipo de bactéria que, se não for combatida com os antibióticos apropriados, pode provocar até amputação ou a morte do paciente.

Procuradores de Justiça querem barrar portaria do TSE que extingue zonas eleitorais

Foto: CNPG

Os procuradores-gerais de Justiça pactuaram nesta terça-feira (24) que vão lutar contra a extinção das zonas eleitorais, prevista na Portaria 372/2017, assinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes. A questão foi levantada durante a reunião do Conselho Nacional de Procuradores Gerais de Justiça dos Estados e da União (CNPG). A portaria do TSE determina que as zonas eleitorais sejam formadas considerando a densidade demográfica e o número de eleitores, o que na prática extingue as comarcas de pequenos municípios. Uma comissão foi formada para acompanhar as iniciativas do CNPG para pedir a revogação da medida. A Procuradoria-Geral de Justiça de Pernambuco elaborará uma minuta de procedimento de controle administrativo para embasar o pedido de todos os Ministérios Públicos do país. Ainda na reunião foi eleito o novo presidente do órgão, o procurador-geral de Justiça de Santa Catarina, Sandro José Neis. Uma proposta de resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que trata da atuação das corregedorias dos Ministérios Públicos estaduais também foi debatida pelos procuradores-gerais de Justiça. O texto estabelece diretrizes para o desenvolvimento de sistema de avaliação de correições e dispõe, entre outros pontos, sobre a aferição da eficácia social e da efetividade das ações desenvolvidas nos Ministérios Públicos. Para debater melhor o tema, foi criada uma comissão especial, composta pelo procurador-geral de Justiça do DF, entre outros integrantes do colegiado. Os procuradores-gerais de Justiça debateram ainda aspectos da reforma trabalhista, abordados pelo procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, bem como o processo de escolha de vaga destinada ao Ministério Público no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Direito do Consumidor: TJ-BA condena Coca-Cola a indenizar cliente que achou 'corpo estranho' em refrigerante


A Coca-Cola foi condenada a indenizar um consumidor de Ilhéus, no sul da Bahia, em R$ 8.003 por danos morais e materiais – R$ 8 mil por danos morais e R$ 3 por danos materiais. O caso foi julgado pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O consumidor, nos autos, alegou ter encontrado um “corpo estranho” ao beber o refrigerante. Na ação, o autor relata que comprou o refrigerante em uma delicatessen e, ao chegar em casa, ao tomara bebida, “detectou corpo estranho, transformando-se a situação em algo constrangedor e repugnante”. Ainda relatou que "sentiu algo sólido e gosmento, tendo sido acometido de náusea e vômito". Após a ingestão, pediu a esposa que verificasse o outro refrigerante, tendo sido constatado que no mesmo também constava corpos estranhos, apresentando um defeito de qualidade. O consumidor retornou ao estabelecimento onde comprou os produtos e reclamou com o gerente. O responsável pela delicatessen informou que o ocorrido era um problema da Coca-Cola, e o orientou a procurar seus direitos. O autor ainda procurou o posto da Vigilância Sanitária de Ilhéus para analisar o refrigerante, mas não obteve êxito. Entretanto, deixou o produto guardado em local apropriado para ser periciado em outro momento. A Coca-Cola, em sua defesa, afirmou que não era possível a contaminação do produto, por possuir um rígido controle de qualidade na fabricação das bebidas. Em resposta a empresa, o juízo de 1º Grau determinou a produção de provas e determinou que o produto fosse periciado. O laudo apontou a existência de corpos estranhos no refrigerante e que não houve violação da embalagem. “Logo, resta-nos concluir que os objetos encontrados no produto não foram introduzidos pelo apelado, sendo de responsabilidade do fornecedor”, considerou o desembargador Ivanilton Santos da Silva, relator da apelação interposta pela Coca-Cola. “De fato, presente se faz a comprovação da ingestão do produto, bem como os danos daí advindos. A teor das regras consumeristas, o responsável pelo produto responde independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados ao consumidor por defeito decorrente do acondicionamento de seus produtos”, salientou Ivanilton em seu voto. Em outro trecho, o relator aponta que a “existência de corpo estranho no refrigerante, tornando-o impróprio para o consumo, bem como a ingestão parcial da bebida, sem provas de qualquer excludente de responsabilidade, torna indenizável o dano moral apontado”. por Cláudia Cardozo

Para STF, acordo de delação da JBS vai render prejuízos à imagem da Lava Jato


Para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além da crise política que se instalou no governo Michel Temer (PMDB), a delação da JBS ainda vai render muitos prejuízos à Operação Lava Jato. Segundo informações do blog Painel, hospedado na Folha de S. Paulo, há um grande constrangimento na corte por conta da circunstância em que o acordo foi firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Neste contexto, a revelação de que o ministro Edson Fachin, relator da operação no STF, contou com o apoio do delator Ricardo Saud para falar com senadores que votariam sua indicação à corte, em 2015, só piorou a situação. De acordo com a publicação, Fachin respondeu apenas que não comenta casos que estão sobre sua relatoria.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Google+ Followers