domingo, 2 de abril de 2017

Bahia: Pior seca em 73 anos traz fome e faz população dividir água com animais

Seu Antônio alimenta com mandacaru os animais em Feira de Santana (Foto: Alan Tiago Alves/G1)

BA tem 218 dos 417 municípios em situação de emergência por estiagem. Seca afeta 4,1 milhões de pessoas no estado, segundo dados do governo.


Da porta de casa, um cenário desolador. O olhar atento de seu Antônio Ferreira do Sá se perde no horizonte em meio a um sentimento de angústia quando se percebe que o verde que dá vida à natureza a seu redor vai aos poucos desaparecendo, sendo devastado pela seca. De um lado, o solo árido não permite que as plantações vinguem; de outro, animais debilitados por fome e sede se reduzem a carcaças expostas aos urubus. É nesse contexto que o homem do campo de 70 anos, hoje um dos mais de 4,1 milhões afetados pela estiagem prolongada que assola a Bahia há cinco anos, tenta tocar a "vida pra lá de difícil", como ele mesmo diz. Morador de Barrocas, no distrito de Maria Quitéria, pequeno povoado na zona rural de Feira de Santana, segunda maior cidade do estado (a cerca de 100 quilômetros de Salvador), Antônio precisa de uma pausa longa para puxar na memória se já viveu situação parecida. Mas não se recorda. "Tenho 70 anos e não lembro de seca aqui como essa. Ouvi falar de uma em 1932, quando nem tinha ainda nascido. A daquele tempo, segundo o povo conta, foi pior, porque morreram muito mais bichos e ficava todo mundo quase sem nada. Além disso, naquela época não tinha água da Embasa [Empresa Baiana de Águas e Saneamento] e hoje já tem".

Seu Antônio mora no distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


O último período de estiagem "brava" de que o agricultor aposentado ouviu falar coincide com a época em que Graciliano Ramos publicava "Vidas secas" (1938), narrativa que se passa no sertão nordestino, marcado pelas chuvas escassas e irregulares, e conta a história do vaqueiro Fabiano, que, de tempos em tempos, era obrigado a se mudar com a família e a cadela Baleia de regiões castigadas pela seca em busca de sobrevivência. A Feira de Santana de seu Antônio, apesar do apelido de "Princesa do Sertão" dado pelo também escritor Ruy Barbosa por ser a cidade mais importante do interior do estado, fica localizada no agreste baiano, mas a "miséria" e a "desumanização" de que fala Graciliano para descrever os impactos da estiagem no sertão nordestino à época podem muito bem ser aplicadas à realidade atual de moradores do município. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) atesta que, desde que passou a reunir maior volume de dados meteorológicos, a partir de 1960, não houve estiagem como a vivida hoje. Mas a última seca tão prolongada e perversa como a atual, segundo dados oficiais, ocorreu mesmo antes do nascimento de seu Antônio, só que na década de 40. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, crava que o quadro atual, não só na Bahia como em todo o Nordeste, é o pior em 73 anos – o último período crítico, segundo o órgão, durou três anos, entre 1941 e 1944.

Como reflexo da estiagem, conforme a Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec), a Bahia está atualmente com 218 dos seus 417 municípios com situação de emergência decretada – 21 deles com racionamento de água. A situação crítica aflinge pequenas e grandes cidades, como Feira de Santana, Vitória da Conquista, na região sudoeste, e Juazeiro, na região norte. Ao contrário dos personagens de "Vidas secas", no entanto, seu Antônio não cogita sair do pedaço de chão em meio ao semiárido onde nasceu e foi criado. Tem esperanças de que, a qualquer momento, uma "chuva boa" caia e mude a realidade. "Tem quase um ano [que choveu]. A última chuva foi em outubro, mas foi pouca coisa. Chuva para trazer água aqui tem que ser de trovoada. Estamos esperando, mas até agora não chegou ainda. Mas daqui para essa semana ela vem. Pelas nuvens você conhece. Tem que vim porque Deus quer que venha. Se não vier, a gente tem que viver de qualquer jeito", diz.

Zona rural de Feira de Santana, na Bahia, sofre com estiagem prolongada (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


No quintal de seu Antônio, somente um cajueiro e alguns mandacarus, plantas mais resistentes à estiagem prolongada, conseguem se manter vivos. Um pé de pinha também ainda resiste com poucas folhas verdes, mas já murchas, e frutos apodrecidos que não servem sequer aos pássaros. "Eu plantava feijão, milho, mandioca, mas parei tem um bocado de tempo. Tá difícil", afirma. "Aqui, tenho aquela vaca ali, que é cismada, o bezerro e cinco cabeças de ovelhas. E tem essas galinhas também, mas são de um irmão. Um bezerro que era meu morreu na semana passada. Estava doente. Cerrou a boca e não estava querendo comer nada. Para os que restaram, a gente dá farelo de milho, cevada, mandacaru, pindoba. Tem que comprar ração, mas é caro. Se fosse achado de graça seria bom. Para beber, dou água da Embasa [empresa estadual de abastecimento de água], a mesma que bebo. A fonte que tinha [onde os bichos bebiam] secou essa semana", diz. O idoso também armazena no quintal dezenas de garrafas pet com água para dar aos bichos, caso a encanada pare de chegar. "Tem umas 70 [garrafas]. Nunca se sabe, não é?".

Avelino Barbosa da Silva trabalha com uma carroça em Feira de Santana (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


O rastro da seca começa a ser percebido logo quando se sai do centro da cidade e se pega uma estrada de terra que leva até o povoado de Barrocas, no distrito de Maria Quitéria, onde moram Antônio e outras cerca de 200 pessoas. Em toda a zona rural de Feira de Santana, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vivem 64 mil dos cerca de 618 mil habitantes do município. De carro, o trajeto pode ser feito em cerca de 40 minutos. No percurso, é possível observar vegetação e aguadas secas, além de animais mortos. De longe, também se avista uma poeira branca envolvendo uma carroça, que, diariamente, sobe e desce as ladeiras do povoado. Guiando o cavalo que puxa o veículo está Avelino Barbosa da Silva, de 51 anos. "Carrego palma para dar para as ovelhas, carrego água. Não tenho horário para começar a trabalhar, não. A hora que eu acordo eu estou trabalhando. Acordo umas 3h30 a 4h da madrugada, começo a trabalhar e só paro por volta das 17h", conta.

Ademário dá farelo de milho e água em um tonel a seu cavalo 'Chocolate'. (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


Vizinho de seu Antônio, Avelino diz que faz inúmeras viagens por dia para tentar ganhar dinheiro, manter os animais vivos e ter o que comer. "Eu pego coisas para os animais comerem. Levo para a minha roça e também faço o trabalho para os outros. Eu vivo disso aqui, do trabalho que eu faço. Mas a seca afeta o dia-a-dia como um todo, principalmente os bichinhos que ficam sofrendo no sol quente e na seca. O que ameniza um pouco é a água da Embasa, que aqui cai cinco dias e passa 15 dias ou um mês sem cair. Da idade que eu estou, eu nunca vi uma seca como a desse ano aqui. Essa foi das piores que teve. Só Deus agora para ajudar", diz, antes de seguir viagem, apressado, debaixo do sol escaldante. A Embasa informou que estão sendo testadas intervenções para regularizar e ampliar o abastecimento de água fornecida à localidade. Segundo a empresa, uma das medidas a serem adotadas será a duplicação de 16 km de adutora para parte da zona rural da cidade (distritos de Tiquaruçu, Matinha e Maria Quitéria) e para os municípios de Santa Bárbara, Tanquinho e Santanópolis, que, assim, como Feira de Santana, estão com situação de emergência decretada pela estiagem. A obra, conforme a Embasa, está prestes a ser licitada, com investimento de R$ 4,7 milhões.

Zona rural de Feira de Santana sofre com estiagem prolongada (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


Poucos passos à frente, seguindo o trajeto pela zona rural de Feira, o também agricultor Ademário de Jesus, 48 anos, dá farelo de milho e água em um tonel a seu cavalo, "Chocolate", na beira de estrada. A alimentação é para que o animal aguente mais um dia. Viaja puxando uma carroça por cerca 1,5 km por dia com o dono em busca de trabalho e água em tanques que ainda resistem à seca. "Ontem, estava limpando tanque, mas hoje a gente não foi porque trabalho tá difícil. Com uma seca dessa aí, quem tem condição de pagar a gente? Eles [os fazendeiros] dizem que não têm dinheiro. O negócio parou e a gente não acha nada, nem na roça e nem na cidade", afirma, enquanto mostra, entristecido, áreas que seriam de plantio completamente secas. A maioria dos moradores ali pratica a agricultura de subsistência, que tem como principal objetivo a produção de alimentos para suprir as necessidades das próprias famílias rurais – quando o tempo é bom, muitos ainda ganham dinheiro vendendo a produção para o mercado interno. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana, José Ferreira Sales, o município possui mais de 20 mil agricultores, que têm na chuva a única esperança por dias melhores. Quando ela não vem, não só a sede como a fome bate à porta.

Bernadete passou seis meses tomando água verde antes de chegada do carro-pipa (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


Nesse ano, não adiantaram sequer os pedidos de chuva dos moradores feitos à São José, santo padroeiro da região que na crença cristã foi o esposo da Virgem Maria e o pai adotivo de Jesus. A tradição de plantar durante o mês de março, em que se comemora o dia do santo, para colher no São João, em junho, é centenária. Por isso, anualmente, os agricultores preparam a terra, compram sementes e aguardam ansiosos a chuva cair desde o final de cada ano. Com os planos frustrados, um clima de tensão toma conta dos agricultores. De acordo com a Estação Climatológica da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), choveu muito pouco nos dois últimos meses no município: somente 5 milímetros, enquanto eram esperados 50 milímetros. E também não há previsão de chuva forte durante o outono. Desde 2011, a prefeitura publica, seguidamente, decretos de situação de emergência. O último, em vigor atualmente, foi em agosto de 2016. A gente já percebe as pessoas sofrendo com a falta de água e passando dificuldade de alimentação. Hoje, não dá nem para identificar qual a área mais afetada. Todos os distritos sofrem por igual" José Ferreira Sales, presidente do Sindicato dos Tabalhadores Rurais O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) diz que a redução das chuvas já vem sendo observada desde 2010 na Bahia, mas foi a partir de 2012 que a situação se agravou. Desde o ano passado, no entanto, apenas em janeiro de 2016 foram observados volumes de chuvas acima da média. A partir de então, o predomínio foi de precipitações abaixo do esperado em todas as regiões. No período entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017, as chuvas no Recôncavo baiano ficaram entre 40% e 60% abaixo da média. Já no semiárido, como em algumas localidades do médio São Francisco, o déficit chegou aos 80%. "A seca afeta muito a vida. Esse ano, até plantei milho, feijão, batata, aipim. Tudo morreu. Com o sol desse jeito, eu estou vendo que só Deus mesmo para mandar um milagre para que a gente possa plantar. Não podemos fazer nada, só esperar", diz Ademário.

Bernadete tinha que andar 300 metros com balde na cabeça para levar água para casa (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


A água 'verde' Não muito longe dali, no povoado de Santa Bárbara, distrito de Bonfim de Feira, vive a lavradora Bernadete Nascimento Nery, 46 anos. Solteira, ela mora numa casa simples com os cinco filhos, de 5, 10, 14, 17 e 20 anos. Durante cerca de seis meses, enquanto o reservatório de água de mais de 10 mil litros que tem no terreiro de casa esteve seco, a família foi obrigada a consumir uma água suja, de cor esverdeada, de um tanque localizado a cerca de 300 metros da residência. Três dias antes de a equipe do G1 visitar a localidade, um carro-pipa tinha passado por lá, depois de cerca de quatro meses sem aparecer, segundo moradores, e abastecido a cisterna de Bernadete, que nunca teve rede de água encanada. Foi, então, que ela suspendeu o consumo da água verde. No entanto, teima em deixar na geladeira uma jarra da água barrenta do tanque por medo de o carro-pipa não voltar.

Bernadete mostra diferença entre coloração de água barrenta e de água 'boa' trazida por carro-pipa. (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


"Eu passei seis meses tomando essa água. Tem gosto de pé de animal. A gente ia lá [no tanque], pegava, coava num pano de prato, fervia no fogão de gás para matar os micróbios e colocava na geladeira. Dava para beber. Não tinha outro jeito. A gente ia viver como? Com sede era que a gente não podia ficar, não é? E também dava para cozinhar, lavar, dar banho nas crianças. Por não ser uma água tratada, medo eu tinha de beber. Sempre a gente tem diarreia e descobri um pequeno caroço no fígado, um nódulo, mas não sei se foi por causa da água. Agora, graças a Deus, esse carro-pipa passou e amenizou a situação da gente depois de tanto a gente pedir para a prefeitura", destacou. Feliz, ela mostra a diferença da coloração da água suja do tanque que bebia e da "boa" que tinha acabado de chegar. A presidente da associação comunitária de Santa Bárbara, Geisa da Conceição dos Santos, diz que praticamente todos os moradores da região vivem situação parecida com a de Bernadete. "Quando a seca vem desse jeito, fica péssimo. Muitos que viviam da agricultura, trabalhando nas fazendas, da destoca, da fazeção de cerca, hoje não tem esse tipo de trabalho porque os fazendeiros também não têm como fazer esse tipo de serviço. Sobre o abastecimento, como não chega água em todas as torneiras, fizemos o pedido de alguns carros-pipa para as famílias e já começamos a ser atendidos. Eu espero que continue assim, que não pare somente por aqui", destaca.

Zona rural de Feira de Santana, na Bahia, sofre com estiagem prolongada (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


A prefeitura de Feira de Santana informou que montou uma força-tarefa para abastecer com água potável áreas da zona rural não cobertas pela rede de abastecimento regular. A administração municipal disse que mantém, com a Defesa Civil, 12 caminhões-pipa em operação e que conta com o apoio do Exército. Diariamente, segundo a prefeitura, os veículos levam entre 30 mil litros a 40 mil litros de água aos moradores. No povoado de Bonfim de Feira, a prefeitura informou que a oferta é ainda maior e que, desde meados de março, os moradores passaram a receber 72 mil litros por dia. A administração municipal disse que a comunidade recebe, diariamente, dois caminhões abastecidos com 18 mil litros de água e que cada um faz duas viagens por dia. "Essa comunidade possui água encanada em quase toda sua extensão. Mas por algum problema na empresa prestadora de serviço, o abastecimento foi interrompido. Por conta disso saímos de nossa rotina de abastecimento em outros distritos e vamos reforçar nessa região. Temos também o apoio da Defesa Civil nessa situação", afirmou o secretário de Agricultura, Joedilson Machado, por meio de nota. Ele disse, ainda, que o abastecimento obedece a ordem de pedidos que chegarem à secretaria.

Animais não encontram comida em pastos secos (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


A Embasa informou que a distribuição de água para o distrito de Bonfim de Feira acontece, atualmente, de forma alternada com outras localidades da região. A empresa ainda destacou que inaugurou, no dia 17 de março, a obra de ampliação do sistema integrado de Santo Estevão, que abastece Bonfim de Feira e outras localidades de Feira e municípios vizinhos, e espera que o fornecimento passe a ocorrer com maior regularidade. Com relação à situação de Bernadete e de outros moradores que vivem sem água encanada, a Embasa disse que o serviço de abastecimento que presta é voltado principalmente para centros urbanos que apresentem viabilidade técnica para atendimento com rede distribuidora e que, em localidades rurais com menor viabilidade, o abastecimento fica sob a responsabilidade da prefeitura municipal, por meio de carros-pipa.

Animais não resistem à seca e morrem na zona rural de Feira de Santana (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


Como também não conseguiu manter a rotina de anos anteriores e plantar feijão, mandioca, aipim e batata no quintal de casa, Bernadete faz questão de abrir a porta da geladeira para mostrar que "está sem nada". Mantém em refrigeração, além da água de beber, somente dois ovos, algumas beterrabas, uma lata de óleo, um tomate, metade de um frango que comprou fiado em um supermercado. No dia da visita do G1, o almoço tinha sido arroz com frango. O ano passado não choveu, e a gente não teve quase nada. Esse ano, ninguém sabe se a gente vai plantar. Tô esperando que Deus e São José mandem chuva. Com essa seca, nada tem para a gente se apegar" Bernadete Nascimento Neri, lavradora Por mês, diz ter como única renda R$ 163 do Bolsa Família, programa do governo federal voltado para famílias em situação de pobreza. Nenhum dos filhos trabalha. Bernadete conta que, como muitos vizinhos, desistiu de criar animais. No quintal, só é possível contar umas poucas galinhas e dois cães de estimação. "Tinha um porco, mas não estou criando mais. Vendi. Meus vizinhos que criam gado estão dando mandacaru. Ração eles não têm dinheiro para comprar. Vão morrer tudo os bichos. As galinhas não botam mais porque não tem milho para comer. Aonde vai achar? A gente não tem dinheiro para comprar. A água que elas [as galinhas] bebem sou eu que dou dessa que chegou do carro-pipa. Divido minha água com elas. Vou deixar elas morrerem de sede? Não pode". A filha mais velha, de 20 anos, está prestes a concluir o ensino médio, e Bernadete, que estudou apenas até a sexta série, espera que ela consiga logo um emprego na cidade grande para ajudar nas despesas de casa. Tem esperanças, ainda, que, posteriormente, os demais filhos tomem o mesmo rumo. A prefeitura de Feira de Santana disse que o decreto de emergência publicado pelo município foi homologado pelo governo do estado no dia 15 de março e que aguarda que a União também faça o reconhecimento. Com isso, segundo a administração municipal, será possível ampliar o acesso ao benefício Garantia Safra, uma espécie de seguro, no valor de R$ R$ 850, voltado a agricultores sujeitos a perda de safra por estiagem ou excesso hídrico. Os pagamentos do benefício referentes a 2016 aos agricultores inscritos no programa deverão ser efetivados até abril, segundo a prefeitura. A administração também informou que, com o reconhecimento da situação de emergência, será possível realizar compra de milho a preços menores dos estoques do governo federal, realizar empréstimos rurais, além de viabilizar frentes de trabalho e entrega de cestas básicas.

Casal de lavradores Maria Silvana Barbosa da Silva e Nestor da Conceição da Silva (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


Esperança O casal de lavradores Maria Silvana Barbosa da Silva e Nestor da Conceição da Silva, ambos com 57 e pais de 11 filhos, a maioria deles agricultores, também espera um "milagre" cair do céu para que as plantações vinguem na terra como em datas passadas. Costumam plantar feijão, milho, abóbora, batata e aipim, para consumo próprio, e também fumo para vender na roça e na cidade grande. "A gente nunca plantou para não ter nada e esse ano não teve nada. Chuva já no ano passado não teve. Nós plantamos 40 litros de feijão e o que pegou foram os mesmos 40 litros que plantou, sem nenhum litro a mais. E milho não teve nada", lamenta Maria, que é aposentada.
Enquanto ouve os lamentos da esposa, o marido mantém-se otimista do lado. "O sol não deixou ter nada e, agora, estamos comprando o que comer: feijão, farinha, arroz. Mas ela [a chuva] ainda vai vim, não é? A gente espera que ela venha, porque não pode ficar sem chover. Com chuva, já temos um adianto porque já rende mais a comida na mesa. Não é possível que ela não caia. Os pastos estão todos puros, só está a terra e os pedacinhos de mato. Sem a chuva, a gente não presta para nada. Tenho certeza que vai cair a qualquer momento", diz, enquanto ergue a cabeça e aponta os olhos para as poucas nuvens no céu. Para o céu, ansioso, também olha o agricultor Antônio Nascimento, 60 anos. Sempre alegre, ele é a prova viva de que, se por um lado a seca tem o poder devastar a natureza, por outro não é capaz de destruir a esperança e tirar o sorriso do rosto de muita gente. Debaixo de um grande chapéu de palha, que ameniza um pouco os efeitos do sol, lembra com saudade de dez anos atrás, época dos "tempos bons", em que "tudo vingaVa", quando chegou a colher um aipim de quase dois metros de cumprimento. "Foi a sensação da região", brinca.

Agricultor Antônio Nascimento, de 60 anos (Foto: Alan Tiago Alves/G1)


"Tinha muita fruta naquele tempo. Já deu aipim, bastante pinha, goiaba. A época estava boa, estava chovendo bastante. Tinha alimento para dentro de casa e também para os bichos, para as galinhas, porcos. Foi quando colhi esse aipim. Tinha um metro e oitenta. Os vizinhos nem acreditavam. Veio até o pessoal da reportagem aqui filmar para colocar na televisão. Botei [o aipim] de molho para fazer puba, porque era grande demais. Não dava para comer, não. Eu cortei, coloquei de molho, fiz a puba e dei para os vizinhos", recorda. Nascimento observa os pés de laranja ainda vivos no quintal, mas que já não mais dão frutos, e não esconde a preocupação. O homem do campo, no entanto, tem certeza que os tempos áureos retornarão a qualquer momento"no lombo" da tão esperada chuva de trovoada. "Qualquer chuva que dá, eu estou plantando, pra comer em casa mesmo. Mas aí vem o sol e acaba com tudo. A seca afeta muitas coisas: a comidinha, as frutas. Tudo acaba. Vivo da ajuda do pessoal, da minha família. Agora mesmo não tenho nada. Mas apesar da situação, eu não choro, não. Se chorar, é pior. Dou risada e as pessoas falam que tenho natureza boa. Dizem que parece que mamo em onça e tiro leite em veado correndo. Digo que não sei viver triste, não. Tem que sorrir. Quanto mais a gente sorrir, mais Deus nos dá alegria", ensina.

Gostosas que alegraram a noite do Justin Bieber: Marina Pumar, a loira sensual e Luciana Chamone, a morena envolvente

Marina Pumar (Foto: Reprodução / Instagram)

Blogueira foi flagrada ao lado da amiga Luciana Chamone junto com o astro teen, na madrugada


Marina Pumar foi fotografada dentro do carro com Justin Bieber na madrugada desta quinta-feira, 30. A loira estava ao lado da amiga Luciana Chamone, apontada como affair do astro teen. Procurada pelo EGO, a blogueira confirmou sua participação no after party do cantor. "Era eu mesmo na foto", contou Marina. Já sobre a festinha, a blogueira riu e se restringiu a dizer: "Me pediram para não falar nada". Questionada se teria assinado algum contrato para não se pronunciar, ela negou. Marina também não deu muito detalhes sobre o possível affair de sua amiga com Justin Bieber: "Somos amigas. Não posso falar por ela. Tem que ligar para a Luciana para saber." Noite animadíssima de Bieber Justin Bieber teve uma noite agitada no Rio de Janeiro, depois de se apresentar na Apoteose. O cantor foi clicado com uma morena saindo do Hotel Fasano, na Zona Sul do Rio na madrugada desta quinta-feira, 30, e o EGO descobriu a identidade da moça. Depois de ter tentado dar aquele "chega mais" no carro, o astro pop passou a noite na companhia da mineira Luciana Chamone, de 23 anos. Nas redes sociais, ela costuma compartilhar fotos rodeada de amigos, festas e o clássico look do dia. Depois de sair do hotel, Luciana seguiu para uma festinha particular com Justin Bieber e a amiga Marina Pumar, de 21 anos, em uma mansão no bairro da Joatinga, Zona Sul carioca. No Instagram, ela postou uma foto da piscina já com o dia claro. Por volta das 8h da manhã, Marina saiu sozinha do local e Luciana continuou na casa.

Luciana Chamone, a garota que conquistou
Justin Bieber, posa com Gabi Lopes e amigas
(Foto: Reprodução / Instagram)

Os fãs de Justin Bieber lotaram de comentários as publicações de Luciana Chamone nas redes sociais. Na última foto dela no Instagram, uma fã pede: "Cuida bem do meu bebê". Enquanto outra diz: "Menina, fala para ele que as brasileiras são as melhores". Justin dá bolo Justin Bieber era esperado em outra festa na madrugada desta quinta, 30. A comemoração acabou deixando os mais de 700 VIPs frustrados por causa da ausência do artista. Além de Justin Bieber não aparecer no evento, o preço da bebida assustou os convidados. Para se ter uma ideia, a única opção de comida era um cachorro-quente sem molho que saía por R$10. A água custava R$8, o suco de caixinha R$20 e um drinque era vendido por R$35. Antes disso, o ídolo teen se divertiu no Aterro do Flamengo, Zona Sul da cidade. De calça jeans e uma blusa branca de manga comprida, o cantor andou de skate após show na Praça da Apoteose, no Centro do Rio. Cadê o Justin? Algumas famosas não tiveram a mesma sorte de Luciana Chamone e Marina Pumar. A atriz Larissa Manoela era uma das famosas mais animadas com a passagem de Justin Bieber mas não conseguiu conhecer o astro. Em conversa com o EGO na festa que ele não foi, Larissa disse: "Se tivesse essa oportunidade de conhecer ele, ficaria sim com Justin. Quem não ficaria com o Justin Bieber?". No mesmo evento, o mais perto que os famosos chegaram de Justin foi um versão de papelão em tamanho real. A ex-BBB Mayla Araújo até brincou dando um beijinho no "Bieber fake".

Marina Pumar, a loira que deixou festa acompanhada de Justin Bieber (Foto: Reprodução / Instagram)

Show no Brasil Justin Bieber de 23 anos subiu ao palco no Rio, na noite , levando seus seguidores ao delírio. Fãs, que aguardaram por cinco meses na fila, gritaram com toda força o nome do ídolo e demonstraram seu amor pelo artista antes mesmo do primeiro sinal de que a apresentação daria início.

Marina Pumar, a loira que deixou festa acompanhada de Justin Bieber (Foto: Reprodução / Instagram)

Luciana Chamone e Marina Pumar (Foto: Instagram / Reprodução)

Luciana Chamone (Foto: Instagram / Reprodução)


Luciana Chamone, a garota que conquistou Justin Bieber (Foto: Reprodução / Instagram)


Luciana Chamone, a garota que conquistou Justin Bieber (Foto: Reprodução / Instagram)


Luciana Chamone, a garota que conquistou Justin Bieber, postou foto em festa de Justin Bieber no Hotel Fasano (Foto: Reprodução / Instagram)

Marina Pumar mostra mansão da Joatinga onde aconteceu festinha particular (Foto: Reprodução / Instagram)

Justin Bieber e Luciana Chamone saem de hotel (Foto: AgNews / AgNews)




Marina Pumar, a loira que deixou festa acompanhada de Justin Bieber, no show do cantor (Foto: Reprodução / Instagram)

Marina Pumar posta foto em elevador após noitada com Justin Bieber (Foto: Reprodução / Instagram)

Faróis acesos! Simaria, ousada, deixa parte dos seios à mostra em show com Simone



Biquinhos das tetas


Simaria resolveu "causar" durante um show com a irmã, Simone, realizado na madrugada deste sábado, 1º, em São Paulo. A cantora usou um look com transparência que deixava parte de seus seios à mostra durante apresentação no Centro de Tradições Nordestinas (CTN), no bairro do Limão. Simone também investiu em um figurino sexy: um top decotado e uma saia longa transparente. Maravilhosas! Simaria sempre investe em figurinos sensuais em suas apresentações com Simone. Em janeiro, por exemplo, ela usou um vestido curtíssimo e deixou o estratégico shortinho cor da pele à mostra em um show feito em Minas Gerais.






Simone e Simaria em show na madrugada deste sábado, 1º (Fotos: Eduardo Martins/ Ag. News)

Grana fácil e farta pros políticos! Partidos gastam 10% do fundo em luxo e jatinhos

  10% do fundo em luxo e jatinhos
Presidente do PSDB, Aécio é um dos que usa dinheiro do fundo para fretar aeronaves

Os políticos recebem cerca de R$ 1 bilhão por ano do Fundo Partidário, retirado do bolso dos contribuintes para a “manutenção” dos partidos, mas gastam esse dinheiro como querem. Principalmente para bancar seus luxos, como alugar e até comprar jatinhos. Em 2014, o presidente do Pros, Eurípedes Júnior, usou R$ 400 mil do Fundo para comprar um avião. Em 2015, ele comprou um helicóptero por R$ 2,4 milhões. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder. O Fundo Partidário mais que dobrou após a reeleição de Dilma: de R$313,5 milhões em 2014 passou para R$ 811,2 milhões em 2015. Em fevereiro, um pouso de emergência em São Paulo flagrou a rotina no aluguel de jatinhos para uso do presidente do PSDB, Aécio Neves. O PSOL, espécie de PT de antigamente, usou em “transporte” R$1,48 milhão dos R$ 14,8 milhões que recebeu do Fundo Partidário. Em valores absolutos, o PDT do aloprado Carlos Lupi foi o que mais teve gastos com viagens e hospedagens em um ano: R$ 1,73 milhão. Fonte: Diário do Poder

Gostosa e sensual! Anitta rouba a cena em Show com Safadão; veja vídeo


Anitta caprichou no rebolado em noite de show no Rio na madrugada deste domingo, 2. A cantora dividiu o evento realizado em casa de shows na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, com o cantor Wesley Safadão. Para a ocasião, a poderosa escolheu um look todo sensual e estampado, semelhante ao que ela já tinha usado durante apresentação do seu bloco no Carnaval de Salvador. Nesta quinta-feira, 30, a cantora deu um festão para comemorar seus 24 anos. A cantora recebeu familiares e amigos famosos em uma superfesta em comemoração ao seu aniversário de 24 anos. Nas redes sociais, ela mostrou um pouco do evento que teve como tema uma noite na selva. A cantora mostrou como foi o fim da festa e compartilhou uma foto sua em cima de um elefante no jardim de sua casa. “Já acabou?”, questionou ela cheia de animação já às 8h desta sexta-feira, 31.








Fujão! Mesmo algemado, meliante consegue fugir da cadeia usando um cavalo


Parece coisa de outro mundo, mas é só lembrar que estamos no Brasil. A realidade aqui deixa qualquer roteirista de cinema – independentemente do gênero – de boca aberta. Em Santa Catarina, um homem que estava cumprindo pena no presídio de Rio do Sul teve uma ideia “genial”: ele aproveitou um vacilo dos agentes penitenciários enquanto estava em uma consulta médica na última quarta-feira (29) e, mesmo algemado, conseguiu fugir usando um cavalo. Johny Dias de Oliveira, 21 anos, saiu sem destino e ficou cinco dias escondido numa mata próxima a região, até roubar o cavalo de uma fazenda e fugir pela BR-470. Ele foi visto por policiais que faziam uma ronda pela área e perceberam que o fugitivo estava em atitude suspeita e, além de algemado, estava com o uniforme do presídio. Segundo o Jornal de Santa Catarina, a intenção do fugitivo era ir para Balneário Camboriú, litoral norte do estado. Como o plano não deu certo, o destino de Johny foi voltar para o presídio.

Tiroteio: Encontro de “Paredão” deixa dois mortos e um ferido na Bahia

 dois mortos e um ferido na Bahia

Os jovens Bruno Teixeira Ferreira, 21 anos e Lucas Lima Magalhães, 22, foram mortos na noite deste sábado (01), por volta de 23 horas, na localidade do Jardim Pampulha, no bairro de Mata Escura em Salvador. Já o adolescente identificado pelas iniciais T.C.S.C, 16 anos, foi socorrido para o Hospital Roberto Santos, no Cabula e sobreviveu. Porém, o estado de saúde dele não foi divulgado. De acordo com informações, estava ocorrendo uma festa de paredão quando iniciaram os disparos de tiros e as pessoas começaram a correr. A autoria e motivação ainda são desconhecidas. Policiais da 48ª Companhia Independente da PM estiveram no local do crime e tentaram buscar informações com testemunhas. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa investiga o caso. (Com informações e foto do Informe Baiano)

Políciais jogando duro nos vagabundos! Cena de filme: Veja a ação da polícia que evitou a fuga de bandidos depois de assalto na Bahia


PM ferido na mão durante o tiroteio recebe alta após fazer curativos


O assalto foi em uma casa de produtos agropecuários, em Brotas, nesta sexta-feira(31), mas os quatro bandidos não contavam com a rápida e eficiente ação da polícia, que logo começou uma perseguição pela Avenida Dom João VI, a principal e mais movimentada do bairro. Militares fardados e outros em trajes civis, em um carro não padronizados, tiveram dificuldade na captura dos bandidos, por causa do grande movimento de carros e pedestres, em área onde se misturam residências e casas comerciais. O carro dos bandidos é visto em alta velocidade, com porta traseira aberta e por onde os bandidos faziam disparos para tentar garantir a fuga. Mas, em frente ao Conjunto dos Bancários, o carro roubado em que estavam foi obrigado a parar e um deles acabou morrendo. Outros dois foram para o Hospital Geral do Estado, feridos e outro se entregou. Um policial militar ficou ferido em uma das mãos, mas depois de medicado, foi liberado do hospital. Quem assistiu, elogiou a ação da polícia que você pode rever nas imagens abaixo, gravadas por uma câmera de vigilância:

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